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quarta-feira, 24 de março de 2010

Redenção

Eu não entendo nada do que é ser gente grande. Uma vida comprida, cheia de gente, todo mundo olhando, sugerindo, se amontoando. Isso parece tão distante quanto as mais longínquas memórias da minha primeira infância.

E pessoas públicas, gente que em algum ponto da vida teve que escolher entre o anonimato ou o arreganho da sua vida. E como as tietes são minoria, acabam sendo considerados pelo grande público congelados por algumas bobagem que fizeram estampada nas primeiras páginas. Esses eu realmente não consigo entender. Como uma trajetória fica limitada a um grande e retumbante fato, seja ele ridículo ou glorioso? Parece tão pouco.

E aí, quando você olha mais de perto, vê que estadistas excepcionais, esportistas mitológicos, ídolos são só velhos confusos, ou moleques petulantes, dependendo da sua época.
O Tyson mordendo orelha, Maradona saindo de mãos dadas com a enfermeira, coisas do gênero. Mas qual seria o jeito mais "fidedigno" (com todas as aspas possíveis desse mundo) e completo pra conseguir mostrar uma vida toda holofotada dessas?

Mesmo não tendo jeito que seja o suficiente pra tentar representar a vida de alguém, acredito que o melhor deles sejam os documentários biográficos.

O grande foda dos documentários é que eles sempre tem uma estranha pretensão quanto ao objeto observado: a consagração, a demonização ou a redenção. São poucos que conseguem filmar com uma premissa minimamente imparcial (não que a imparcialidade plena exista, mas minimamente). Quando isso acontece surgem obras difíceis como Estamira, que alguns endeuzam ("Aí meo, Estamira mostra a lucidez dos loucos dentro das vísceras do sistema!") e outros a ignoram ("Filme fica duas horas mostrando uma mulher louca do lixão. Agora tira esse óculos de aro grosso que eu sei que você gosta é da Ivete")

Mas dentro dessas categorias, existem três filmes que, se não são imperdíveis para quem gosta de cinema, são imperdíveis pra quem gosta de algum dos assuntos em questão: boxe, futebol e política.

São muito diferentes de biografias que endeusam, tipo Pelé Eterno.


Feito por um fã que, ao que parece, só fez o filme quando teve dinheiro o suficiente só pra virar amigo do seu muso. Algumas horas chega a ser tosco, coitado. Mas vale pra ver a loucura dos fãs, o quão incontestável Diós é em algumas regiões, e quando ele não passa de um gordo com mullets que usa dois relógios em outras. O fã, no caso, é o Kusturica.

Tyson
Parece que feito no confessionário (me conte seus pecados cabeludos). Depois de tudo que esse monstro (no MELHOR sentido da palavra) fez, incluindo recordes, cagadas, títulos e afins, ele aparece se justificando. Seja seu excesso de confiança, a falta dela, juventude, empresários mercenários, o cara que foi capaz de 50 vitórias (44 knockouts) fala com voz mole de como perdeu muito do que tinha.

É, o pessoal envelhece, fica mais tranquilo. Bom saber que ele não precisa mais lutar pra ganhar dinheiro, só fazer pontas em filmes de comédia.

Feito por um documentarista contestador

O documentário, um diálogo aberto entre McNamara e Errol Morris (o diretor), onde o McNamara lista 11 lições da guerra. Um quê de A Arte da Guerra de um yuppie absurdamente inteligente e petulante. Enquanto discorre sobre suas importantes decisões (era presidente da Ford, depois assumiu a Secretaria de Defesa dos EUA e foi presidente do Banco Mundial) e relacionamentos com Kennedy, Johson e Nixon, ele se desdobra para explicar algumas decisões impopulares, a Guerra do Vietnam e sua carreira empresarial e política.

Das 11 lições (link), a que mais me impressionou e surgiu como um lampejo de lucidez foi logo a segunda:

Rationality will not save us

Os Estados, seus chefes, seus ministros são homens com muito poder e muita gastrite. Talvez apenas o tamanho da ferida dentro do estômago seja o que os diferencie do resto das pessoas no mundo. Ou nem isso.

E no meio de várias frases de efeito, discursos inflamados, McNamara chora. Assim como Mike Tyson e Maradona em seus respectivos retratos. Será que pra mostrar o homem por trás do excepcional, precisa mostrar o cara chorando?

Das imensas voltas da vida dessas três pessoas, no auge eram exemplos, ícones, deuses para uma grande número de pessoas Depois do desencanto, viram exemplos de mediocridade pra chegarem no final como párias de um tempo remoto. Isso me lembra de uma frase do Batman: O Cavaleiro das Trevas :

"You either die a hero or live long enought to see yourself became the villian"

De verdade. Acho que como muita gente, penso direto o que seria do símbolo Che se o homem ainda existisse.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Lars Von Trier e Sam Raimi, um bom 2009


Um nunca se prendeu a gêneros. O outro sempre se gostou do popular, quando não tendia ao pastelão.


Aí eles fazem Anticristo e Arraste-me Para o Inferno e provam que o Terror não é um gênero, é um estado de espírito.



O Lars, dinamarquês incômodo e intelectual. Mesmo na depressão profunda, fez um dos grandes filmes desse ano. Fortemente referencial, intelectual e visceral, incomoda muita gente.

De pais auto declarados comunistas e nudistas, que "não davam muito espaço para sentimentos, religião e prazeres, e se recusavam a determinar qualquer regra para seus filhos". Formou-se como cineasta (se é que isso é possível) pelo Danish Film School.


Em 1995, a mãe dele revelou em seu leito de morte que seu pai verdadeiro era um antigo empregado descendente de uma linhagem de Músicos Católicos Clássicos, e que fez isso para colocar em seu rebento alguns genes artísticos.



Ele tem um milhão de tipos de fobias e parece ter um certo prazer declarado em fazer com que quem assiste seus filmes tenha medo, aflição ou algo realmente incômodo. Que colocou em seu versículo 8, do Manifesto Dogma 95 - "Filmes de gênero não são aceitos".


Uma atípica persona, mas um típico artista.


Aí tem o Sam Raimi, que baseou seus primeiros filmes nesse gênero e volta as origens, com a mesma vontade de antes, mas agora com grana e experiência necessárias. Fã inveterado dos Três Patetas, era filho de uma vendedora de langeries com um vendedor de móveis, largou a faculdade de Inglês para se dedicar a Evil Dead, seu primeiro filme.



Depois fez algumas relíquias , foi produtor executivo daquelas séries sen-sa-cio-nais Hércules e da simbólica Xena, fez uma ponta como ator no primeiro filme dos Flintstones (!?!?!?!), tem uma relíquia perdida de 1985 que o roteiro é assinado pelos irmãos Coen (Crimewave) e fez todos - e nem sempre bons - filmes do Homem-Aranha.


E aí imagine, pra qualquer um dos dois: agora vocês já são gente grande, com seus 50 anos, já fizeram filmes vistos no mundo inteiro, tem um séquito de admiradores e tem total liberdade criativa para fazerem um filme.


E qual é a conclusão? 2009 é um puta ano, não só pro gênero, mas pro cinema. Cabeçudo ou canastrão, todos ganharam.


O legal do dito "cinema de gênero" é exatamente isso: não ter o menor padrão, a não ser pra enquadrar no seu guia preferido e espantar pessoas como a minha mais retardadas que numa terça tem vontade de assistir "uma boa comédia romântica". Nada contra o gênero, mesmo por que Superbad É uma comédia romântica....mais ou menos.


É como aqueles filmes fantásticos que são sem gênero: tipo Dolls, do Takeshi Kitano. Ou aqueles que tem todos, como O Hospedeiro, do Joo-ho Bong.


E depois de explorado o Ocidente, o negócio é partir pro terror oriental. Tipo assim:



E a gente se vê no Inferno.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Os Selvagens da Noite (The Warriors) e seus infinitos reverberes

Esse post faz parte de uma nova série: filmes obsessão. Dentre os vários filmes que eu já assisti, existem aqueles que, mesmo assistidos mais de 4 vezes, nunca perdem a graça. Cada um deles acontece numa época distinta, e dois filmes-obsessão nunca se sobrepõem. Tipo Highlander, um dá lugar ao outro.

Dessas obras, muitas vezes não reconhecidas pela sua gr
andiosidade, surgem os tais infinitos reverberes. Qualquer coisa que faça parte do universo desses filmes que seja interessante o suficiente pra ser replicado\readaptado pra algum outro lugar desse mundão de meu Deus.

O primeiro deles é o mais recente dos meus filmes obsessão: The Warriors - Os Selvagens da Noite. Assistido depois de ter jogado a melhor e mais sensacional adaptação para videogames, The Warriors é algo que não pode deixar de ser assistido, nem por cima do cadáver da sua mãe.

Pra quem não entendeu, recursos audiovis
uais neles:



Com uma trilha e fotografia absurdamente
imersivas, que só cabem única e exclusivamente nessas cenas, nessa época e nesse filme, The Warriors é perfeitamente datado. Isso, perfeitamente datado.

Nesse clima de azaração entre gangues rivai
s que se vestiam com coletes e ombreiras, fazendo questão de mostram de que época vieram, um paralelo urrou em minha cabeça: Bandas que seriam ótimos boopers.

Tirando aqueles grupos excessivamente fantasiados, galhofeiros (sem bem que o Kiss seria uma ótima) muitas das bandas que existem por aí seriam ga
ngues perfeitas, que representariam bem suas, digamos assim, motivações musicais.

Então vamos começar.

Franz Ferdinand
Quem viu o baterista de botas vermelhas tocando no Circo Voador sabe do que eles são capazes. Além das referências nas músicas “Eleanor Put Your Boots On”, “Bite Hard” e “Jacqueline” são referências (por puríssima e inadequada livre associação minha) e homenagens aos exércitos da noite. Ó só:


"Eleanor Put Your Boots On"

Eleanor put those boots back on,
Kick the heels into the Brooklyn dirt,

I know it isn't dignified to run,
But if you run,

You can run to the Coney Island roller coaster,
Ride to the highest point and leap across the f
ilthy water,
(…)

Viu?

Justice
Por motivos óbvios.



Comunidade Ninjitsu
BRINKS, mas o seu é despachante.


Eagles of Death Metal
Eles tem o melhor nome de banda, a melhor banda e a melhor música. Sairiam distribuindo riffs, guitarradas e chutes giratórios.


Arcade Fire
Só pela quantidade de membros já seria o maior exército das ruas.

Gogol Bordello
Pela pose de revolto porém festeiro, mas talvez levassem um pau de qualquer outra gangue daqui.


The Hives
Além do vocal ser igual ao Alex (Malcolm McDowell) do Laranja Mecânica , só por essa fotos deles correndo na sua direção já deveria dizer alguma coisa.
Fora que a fúria bem medida dos caras bota medo. Quem foi no Orloff Five de 2008 sabe.

Otto
Ele seria todos os mendigos que vagam pelas ruas sujas de Nova York. E não adianta colocar copinho de vinho na foto não.


Motorhead não entra porque essa disputa não é digna o bastante para o Lemmy.

De todas essas gangues listadas, acho que a única que daria algum trabalho pro The Warriors são os caras do Eagles of Death Metal. Mais pela fanfarronice de que pela paudurescência.

E pra quem quiser entender com exemplos o que são os filmes obsessão tipo Warriors, segue uma lista completamente sem critério ou pudor:

Arrebentando em Nova Iorque / Old Boy/O Lutador /A Ilha da Garganta Cortada/ O Hospedeiro/ Blade/ [REC]/ Onde Os Fracos Não Tem Vez /Snatch – Porcos e Diamantes/ Senhor dos Anéis /Matrix /Tropas Estrelares /Zoolander /Madrugada dos Mortos /Ali /Cidade de Deus /A Vida Marinha com Steve Zissou /Jurassic Park /
Evil Dead - A Morte do Demônio /Uma Noite Alucinante /O Resgate do Soldado Ryan /
Amores Brutos /Querida Wendy /A Noite dos Mortos Vivos /Amnésia /Clube Da Luta/ Gladiador /Era Uma Vez no Oeste /Fuga para Vitória /Corpo Fechado /Sinais/ Bons Companheiros /Garotos Perdidos / Os Batutinhas/ Marcas da Violência /Fale Com Ela / ...

E outros milhões, cada um em sua devida época.


PS: Encontrei essa página que mostra um fã alucinado com os atores do filme nos dias de hoje. Sensacional.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Dia em que Fernando não foi o suficiente

Em meados de 1992, tive uma das maiores epifanias da minha mal vivida e diminuta vida:

- Mãe, vou mudar de nome. De hoje em diante quero me chamar Denver.

- Mas qual é o problema com Fernando, cria minha?

- Além de ser chamado de Felipe 12 entre 10 vezes pelo meus coleguinhas (não tinha aquilo que poderiam chamar de "personalidade marcante" no auge dos meus 7 anos), Fernando nunca foi um dinossauro.

- Olha, eu nunca vi nenhum dinossauro que se chamasse Denver...talvez só alguma stripper

- É porque você nunca assistiu Denver, o Último Dinossauro, sua retrógada ignorante.



E foi assim que eu tomei minha primeira surra de vara de araçá da minha vida.

E ele foi o meu primeiro grande ídolo. Muito trendy, usava o óculos do Kenye West há 16 anos atrás, sem precisar se atochar de distorções robóticas para parecer afinado.

Denver era um cara honesto, que procurava se divertir em cada uma de suas aventuras. Ele segurava, junto com a turma de adolescente, num bagulho azul e viajavam pra algum lugar bizarro, não lembro direito se era pelo tempo-espaço, dimensões paralelas ou qualquer coisa que o valha. O importante mesmo é que Denver foi o grande dinossauro que eu não pude ser.

Hoje, amadurecido, percebo que tentar simplificar minha personalidade em um único personagem seria insensato e reducionista. O certo seria explanar minha digníssima persona partindo dos GRANDES HERÓIS MAIS GENIAIS dos primeiros desenhos que eu lembro. Seriam eles:


Spike (Triceratops) - Extreme Dinossaurs - O especialista em artes marciais (aspiracional), armado com uma cabeça dura que conseguia abrir caminho pelas mais duras superfícies (realidade). Cuida de um jardim com muito apreço, que leva as pessoas a duvidarem de sua evidente masculinidade.



Raphael - Tartarugas Ninja — E o bad boy da galere. Um lutador de personalidade intensa (aspiracional). Pode alternar de decidido, sarcástico e espalhafatoso em menos de um nanossegundo (realidade). Perdeu o paladar quando foi desafiado por Casey Jones a comer uma pizza de wasabi (realidade).

Phantro - Thundercats - representando uma pantera negra na linhagem Thunderiana (ok, isso eu nunca quis). Panthro é o que possui a maior força física no grupo e é mestre em artes marcias, além de ser também especialista em mecânica e tecnologia avançada (aspiracional). Tem armas como os espigões que saem de uma espécie de suspensório que usa, e seu nunchaku, capaz de expelir gases de várias espécies e raios (realidade). Seu ponto fraco é o medo de morcegos. Cara, ele usa suspensórios e expele gases.



Modo - Biker Mice From Mars - O gigante gentil dos três ratos motoqueiros marcianos. Tem um braço robótico e um tapa-olho (tudo isso é aspiracional). Quando fica nervoso, seu único olho ficava vermelho e entrava numa onda de fúria insandecida, principalmente quando chamado de rato.



Então meu nome poderia ser simplesmente Denver, o tricerátops mutante alienígena motoqueiro de marte. Acho que isso definiria bem.

Mas a tentativa de mudar o nome realmente aconteceu. Já a personalidade continua de um pepino-do-mar.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O que me importa o Michael Jackson

Mais ou menos entre 1990-1992.

Esse foi o primeiro cd que eu comprei na minha vida. Mobilizei aqueles que poderiam ser mobilizados para me levarem naquela fantástica e extinta loja do Shopping Morumbi, a Hi-Fi.

A vontade que surgiu depois de assistir aquele filme fantástico, que passou umas mil vezes em todos os possíveis horários de filmes do SBT. Moonwalker (1989).

Depois dele veio o jogo de Mega Drive, que eu nunca consegui jogar direito e, confesso, achava um pouco chato.


Antes do filme, da compra do cd e do joguinho-plataforma, minha mãe tinha em fita cassete uma coletânea fantástica com várias músicas do Michael, que não saiu do meu walkman durante uns bons dois anos.

Não que entendesse de música (ou entenda lhufas agora), já que minha outra banda preferida nessa mesma época era New Kids on The Block (o hit Step By Step, mais precisamente), mas porque essa desgraça de coletânea era simplesmente incrível. As músicas eram genuinamente legais, sem tirar nem por.

Ele parou de fazer sentido já havia muito tempo. Não faço idéia de quando deixei de prestar atenção nas notícias, nos bebês pendurados, do menino na roda-gigante, nas entrevistas escandalosas, nos hábitos bizarros ou qualquer coisa que o envolvesse. Fugiu um pouco da caricatura de megastar e ficou em algum lugar entre algum tipo de grandes frustrações e tentativas patéticas.

Só me toquei na falta que ele vai fazer quando escutei uma homenagem feita por gente nova, e que as músicas continuavam inalcançáveis pra qualquer um que não fosse ele mesmo. Saber que nunca mais surgir nada genial do Michael, é pior do que achar que ele não conseguisse fazer mais nada.

Então tá, né? Tchau.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Drops de vira-latas

Váias vezes, principalmente dentro daquele momento meio ócio, meio preocupado que vem lgoo depois do almoço, um bando de gente fina, elegante e sincera costuma me mandar valiosas dicas musicais

Digníssimos como Zé Eduardo, Francine Guilen, Mico Hugerth, Júlio Delmanto(o analógico), Daniel Sollero, Natalia Kuschnaroff, Doda Lobo, Manu Laragnoit, Caks, Renato Davini, Lucas Fortes e Bruno Brandão me mandam aqueles pitacos sonoros, vindo em formato de clipe, página do myspace ou qualquer um desses adventos, que me apresentam as melhores e mais legais bandas que surgem (ou pelo menos aparecem) por aí.

E pensando nisso, lembrando do mais honrado e sensacional blog sobre música, o Eu Ovo, decidi fazer uma pequenina página pra concentrar os melhores dessas indicações, e como eu me interessei por elas.

Então por isso criei uma pagineta no Tumblr, que passou a fazer um pouquinho mais de sentido. É só ir no ispure.tumblr.com e dar uma olhadela. E juntando o útil, o bonito e o agradável, coloquei os álbuns das bandas citadas no rapidshare, ilustradas com um poster ainda mais dygno.


E pronto, tô me divertindo com isso.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Só um festival

Relato sobre o Just a Fest, que rolou aqui em São Paulo. O evento em si foi razoável, mas os shows foram insanos. O caos do estacionamento e o trânsito foram atrapalharam, mas nem assim conseguiram arranhar a entidade que desceu por ali.

Loser Manos

Os caras conseguem ser perdedores e manos ao mesmo tempo. Poucas bandas conseguiram esse feito, (talvez só o próprio Radiohead) levando impressões hiper pessoais pro universo inteiro. Carregam suas representativas multidões de grupies, pastores e até uma parcela de gente legal que só gosta de música boa.

O show foi barulhento, não consegui escutar metade porque tinha uma menina completamente histérica fazendo questão de mostrar o quanto sabia as letras mesmo sem ter a menor noção de afinação. Mas aí a solução: colocar a capa de chuva, isolar sons advindos dos fundos e pimba! Baita show. Não sei se foi o maior que eles já fizeram, mas foi parecido com muitos outros, verdadeiro e um pouco distante, diante da postura do Amarante, que parece estar sempre tirando sarro da platéia. Tipo um John Lennon tupiniquim, guardadas suas devidas proporções (prestem atenção no guardadas as devidas proporções, peloamordedeus).

Nada de novo, imperdível pra quem nunca tinha visto.

Kraftwerk

Como disseram muitos, histórico. Como disseram muitos outros, monótono. Que os caras são uns fodões fudidos da fudelança musical, ninguém tem dúvida, tanto que o pouco de música eletrônica que eu conheço parece diretamente chupado deles.

Daft Punk, Justice, Digitalism, sempre a parte mais legal da música de cada um deles tem cheiro pesado de Kraftwerk. E isso só pelo que eu pude escutar no show, não conhecia quase nada desses mitos.


A sincronia das imagens com cada batida, cada robozinho, cada frase, era tudo parte de uma coisa só, que não parecia possível existir se fosse separada. Quem conseguiu ver o show de frente de palco deve ter sido engolido por tudo aquilo.

Radiohead

Catártico e intenso, nunca vi tamanha devoção de uma platéia para uma banda. A coisa era menos histérica que os fanzotes de Loser, mas era mais visceral.

Das profundezas de todos os integrantes da banda e da emoção de grande parte das pessoas, surgiu um vórtex complicado de se explicar, mas inescapável pra quem estava ali. Foi algo como a explosão da torcida do Corinthians com a sutileza de quem escreve uma carta muito verdadeira pra si próprio.

Vários lacrimejaram e choraram. Não dava pra sequer pensar em criticar quem estava. Foi muito bonito, uníssono e verdadeiro.

Quem ficar com preguiça de procurar mais coisas sobre o show, acessa aqui o Flickr do Michell Zappa e veja em 1,5 minutos de uma bela compilação.

Resumindo: histórico, direto e inesquecível.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Edward Bunker, e alguns fodões que fariam belas parcerias

Tudo começou com um inocente meme que a Tay me passou há miliano pelo blog dela. É bem simples:

1. Pegar o livro mais próximo.
2. Abrir na página 161.
3. Procurar a 5ª frase completa.
4. Colocar a frase no blog.
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro! Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo e seguir à risca às outras instruções.

E o livro que estava ao meu lado era: Educação de Um Bandido (autobiografia) – Edward Bunker

“O ponteiro dos segundos avançava lenta mas inexoravelmente, e os outros ponteiros se moviam com a mesma implacabilidade.”

A sorte foi esse ter sido meu livro mais próximo desde Dezembro/08. As quase 400 páginas são fluidas como romances medíocres, mas recheio é sensacional. O texto, assim como a vida de Bunker, é direta e visceral. Por mais que a frase acima não faça jus ao livro, muito menos à vida do autor, ilustra o mais presente dos sentimentos de sua saga, grande parte encarcerada.

“Edward Bunker nasceu em Hollywood em 1953 e passou dezoito anos, divididos em três períodos, encarcerado. Tinha dezessete anos quando foi para San Quentin pela primeira vez e foi o prisioneiro mais jovem a ser enviado para lá. Ele deixou a prisão definitivamente em 1975. Além de sua obra literária, Bunker também fez diversos trabalhos para o cinema, como roteirista e ator. Sua atuação mais lembrada é o personagem Mr. Blue em Cães de Aluguel (1992), de Quentin Tarantino.” Trecho retirado do site da editora Barracuda.

Aham. É, depois de ler essa petit introduction fica difícil de largar. Tudo acontece lá por aqueles lados da Califórnia, nos desertos e descampados que um maluco algum dia achou genial a idéia genial de se cavocar por lá, plantar laranja, procurar ouro, coisa e tal.

Além de fascinantes regiões desérticas, o livro alinha a história do Oeste estadunidense no decorrer do século 20 partindo da vista, em sua maior parte, de um detento. O legal é a ponte que ele conseguiu construir entre os marginalizados e os intelectuais/artista, partindo da visão muito exclusiva do verdadeiro marginal/artista. Ele é o exemplo máximo dos escritores malditos

Quando soube que o eterno Mr. Blue teve uma puta duma vida, era um baita escritor e ainda atuava fazendo o papel dele mesmo, me ganhou no ato. Quando descobri coisas ainda mais fascinantes:

Edward Bunker faz o papel de um policial no clássico de ação 90´s Tango & Cash, do efusivo Stallone e do camaleônico Kurt Russel. Entre aqueles inúmeros filmes de ação com detetives cachorro, detetive que cai o ombro, detetive que tá se aposentando, todos os tipos de detetives, esse é um dos mais legais. Se você teve infância e SBT, certeza que já assistiu comendo pipoca com Ajinomoto (ou isso era só eu?).

Saindo do devaneio noventista acima e juntando a saga de Edward Bunker com cinema mais uma vez, existe um personagem que, apesar de magistralmente interpretado por Josh Brolim, ficaria über sensacional nas mãos de Bunker: Llewelyn Moss. Um dos principais neo-cowboys do novo e instantâneo clássico “Onde Os Fracos Não Têm Vez”, dos irmãos Cohen.

Apesar do personagem não ser um fora-da-lei clássico, os impulsos instantâneos que o levam a agir são os mesmo que fazem de Bunker quem ele é. São aqueles sem aparentes (veja bem, eu disse aparentes) laços afetivos que se tornam os verdadeiros e furiosos estrangeiros, que na verdade estão exilados pela vida, como Camus um dia mostrou (aliás, Bunker leu O Estrangeiro, dentre muitos outros livros, na prisão).

E descobrindo todos os exilados dos Cohen que passam por obras-primas como “O Homem que Não Estava Lá” – mais literal impossível -, “O Grande Lebowski” e tantos outros, descobri um filme escritos pelos irmão, mas dirigido pelo Sam Raimi !?

Sam Raimi fez os Homem-Aranha (e?) e os filmes de gore/terror/autoral pastelão como A Morte do Demônio, a Encarnação do Demônio 2 e Uma Noite Alucinante 3, que podem ser considerados as continuações e os nomes mais sem sentido da história do cinema. Apesar de não ter nada a ver com grandes sagas americanas, estrangeiros marginais ou ter o mínimo de critério com o início desse post, são muito legais.

Vai atrás do Crimewave, escrito pelos Cohen e dirigido pelo Raimi num longínquo 1985 e delicie-se com essa bela parceria (que eu ainda não vi). Se encontrar, me avise.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Quadrinistas e quadrineiros

Conheço dois tipos de pessoas que gostam de HQs:

O primeiro é aficionado por grandes publicações e os grandes heróis. Dc, Marvel, Vertigo, aquela coisa toda. Podem ser sagas megalomaníacas ou histórias entresafras ruinzinhas que as editoras produzem pra como caça níquel. Acompanham os maiores lançamentos e ficam espertos com as parcerias entre roteiristas e desenhistas mais fodões como Garth Ennis, Warren Ellis, John Cassady, Mike Mignolia, Steve Dillon, Brian Azzarello e outros milhões.

O segundo tipo é um pouco mais complicado. São aqueles que são só um pouco nerds, gostam de babação intelectual, traços de personalidade e obras autobiográficas sobre alguma tragédia pessoal ou familiar. Joe Sacco, Art Spiegelman, a minazinha do Persópolis (Marjane Satrapi), Pierre-François Beauchard (David. B), Charles Burns e todos os rebentos de Robert Crumb e Harvey Pekar são os preferidos. Gente bacana, elegante, cheia de complexos, uber perturbados e criativos.


Óbvio que tem aqueles que agradam gregos e troianos como Alan Moore e Neil Gaiman, os maiores e mais representativos ainda em atividade São exemplos que passeiam tanto pelo comercial quanto pelo autoral.

Eu, particularmente, gosto dos dois gêneros. Tanto a questão cultura pop/indústria cultural do primeiro, como as críticas e crises pessoais/políticas do segundo.

E cada um deles tem seus clássicos, que são as melhores e mais fascinantes portas de entrada pro universo dos quadrinhos (ou encha a boca pra falar: graphic novel, pfff). Listei aqui aquelas obras que me devoraram pra um caminho sem volta. Além de colocar um petit comentário sobre a importância delas e seus principais diferenciais, coloquei também um link direto pras resenhas do UniversoHQ que, apesar de não concorda 100% com algumas, são didáticas e funcionais. E lá vamos nós:

Os comerciais, mas sensacionais.

Planetary – A melhor e mais incrível saga dos quadrinhos da última década. Tudo é primoroso. O traço do John Cassady , as cores da Laura Martin, e o roteiro absurdo do Warren Ellis são de uma afinidade difícil de acontecer novamente. Roteiro que assusta pela quantidade de referências e cuidado com cada uma das mínimas passagens da história, sem um único furo no roteiro. Poderia ser um clássico instantâneo, se fosse mais bem distribuído e apresentado aqui pelo Brasil.


A edição da Conrad dos Arqueólogos do Impossível (como se autodenominam) é sensacional, com uma puta pesquisa no final de cada capítulo que esclarece todos “mas onde será que eu já vi isso antes?” que irão se formar nessa sua cabecinha perturbada. O grande problema é que o primeiro encadernado Planetary - Ao Redor do Mundo, da Pandora Books tá esgotada. Só consegui a edição gringa, que valeu cada minuto da busca.


O blog http://guiaplanetary.blogspot.com/ é perfeito pra quem começou a ler e ficou um perdidinho. "Esse é um mundo Estranho. Vamos mantê-lo assim."

link Universo HQ
Wikipedia


Ex-Machina – Um cara que conversa com máquinas e acaba virando prefeito de Nova Iorque. É humanamente contemporânea sem cair no senso comum, e trata pessoas (supers ou não) como pessoas. Resenha aqui.


Preacher – É a história de Jesse Custer, um reverendo que encarnou uma entidade fruto da fornicação de uma demônia com um anjo, capaz de resolver tudo com a Palavra. Com o poder no corpo, resolve prestar as contas com Deus, que largou o posto de soberano e fugiu de medo. Ele anda com Cassidy, um vampiro irlandês e Tulipa, saída diretamente de Assassinos por Natureza (menos sádica). Uma roleta que poderia facilmente ser tarandinesca, se o Tarantino ousasse falar sobre coisas maiores (esperamos que com esse filme, isso mude). Resenha acá.

Promethea – Uma obra sobre a própria-obra. A força do pensamento onírico e como ele influência plano físico. É uma história mais didática, que cria um universo (dois, na verdade) muito próprio e explica um milhão de coisas sobre ocultismo, magia, sociedade moderna, heróis, projeções e celebridades. Tudo acontece de um jeito bem natural, como só Alan Moore poderia fazer. Muitas vezes parece confusa, mas depois que engata vai que vai. PS: é sobre mulheres, sem ser de mulherzinha. Olha a resenha aqui, ó, agora do Omelete (que tem a primeira frase sensacional).


Os autorais, mais que legais:

Black Hole – Angústias adolescentes e doenças sexualmente transmissíveis levadas à exteriorização grotesca. Resenha.

Persépolis – Político e faz parte da nova onda de quadrinhos engajados. Chamou bastante atenção por ser escrito e desenhado por uma mulher de dentro do mundo mulçumano. Resenha.

Estigmas – Quadrinho italiano de grande qualidade gráfica e de um lirismo impressionante. Passa por questões religiosas sem cair na mesmice (ok, talvez com a história daquele Santo que não acreditava em Deus) e com uma sutileza de poucos. Resenha.

Mesmo delivery – Artístico e pessoal. Violência estilizada permeada por músicas. O autor Rafael Grampá já tinha ganhado um prêmio Eisner junto com os gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon e teve essa publicação indicada como um dos melhores lançamentos de 2008 pela Wizard. Vê aqui.

Transubstanciação – Lourenço, O Mutarelli – Antes disso eu não acreditava que a arte seqüencial brasileira poderia ser tão soturna, verdadeira e visceral. Antes ele trabalhava nos Estúdios Maurício de Souza e migrou pra desgraça depois de uma brincadeira estúpida feita por “amigos” que simularam um seqüestro. É pra quem tem estômago forte e cabeça solta. Não achei a resenha, mas aqui tem uma entrevista que ele deu pro pessoal do Universo HQ.

Se for escolher qualquer um desses acima pra começar a sua própria saga pelos quadrinhos, vai que dá!

e clica aqui e veja todos os heróis Marvel numa compilação de capas sensacional, a coisa mais legal do mundo dica da ManuMyCool.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Pros amigos, por Júlio Delmanto

E foi quando recebi no e-mail uma das melhores para lidar com 2009:


" Pensando num amigo que está com problemas com o mundo, comecei a escrever o que se tornou isso que tá aí embaixo. Mas aí me dei conta de que o texto era pra vocês também, amigos do peito. Estejam aqui em 2009, por obséquio.

É exatamente quando se precisa de atalhos que se percebe que não há atalhos. A insustentável leveza do perder. Mas é também ali, no meio do exato momento em que você se permite ser fraco, é que se é mais forte. Forte como quem chora de medo, como quem sabe que o guarda chuva não protege os pés da água nem o pescoço do vento. E não tem essa de a vida ensina, de a chuva purifica ou de deusprotegemenino. Quando consigo respirar fundo, pensar pra além do que o próprio pensar prefere pensar, me pergunto se é realmente tão foda viver uma vida que não ensina, tomar chuvas que não purifiquem ou não precisar de um Deus protegendo o menino que tá aqui, necessitando mais de um canivete do que de um agasalho.

Sinto tanto que o fim permeia todos os meios quanto que o começo começa só a partir do momento em que começa a terminar; então por que buscar atalhos? Por que abdicaria de sofrer? Em troca de quê? De améns e vidas eternas? De caretice e família? Privação e sofrimento: se for pra escolher, não é melhor se jogar naquele que pode ser até conseqüência mas pelo menos não é causa? Olho pros meus amigos (e é pra eles que quero olhar) e vejo angústia rodeada por um mundo angustiante. Vejo , em todos eles que também são eu, essa vida cachoeira, de solidão em grupo e medo meio adormecido meio disfarçado: por fora o bonito desconhecido,por dentro o barulho que gera silêncio. Nessas horas me pergunto também se não vale menos o grito do que o fechar de olhos, menos o debater-se no lugar do que o deslocamento imprevisível do se soltar à correnteza. Se solto então. E espero encontrar com aqueles que gosto lá embaixo. Quem tiver engolido menos água ajuda o outro. Se isso não é amar, do amor me interessa muito pouco. "

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Showball

O meme mais legal da galáxia!

Agora que o coringão subiu, está tudo as mil maravilhas. Depois de diversos meses planejando, resolvi liberar esse que promete ser o meme mais quente dos últimos tempos. É fácil: Pegue todas as suas referências e personagens do mundo e monte um time de futebol. Isso, aplique toda sua experiência de estádio/sofá e imagine todos aqueles caras, mulheres ou wookies que permearam sua infância, adolescência ou vida adulta e coloque-os para disputar uma peladinha.

Tens total liberdade para colocar quem quiser (menos o Allejo) e fazer dos campos um lugar ainda mais divertido.

O meu ficou assim:

Goleiro: Abe Sapien, do Hellboy. Investigador paranormal, anfíbio e excelente acrobata, esse é difícil de furar. Tem com maior ídolo o Ronaldo, Goleiro-Deus da época arturiana do Corinthians e Benji, menino-prodígio-de-boné da série Super Campeões.



Lateral Esquerdo: Chewbacca, do Guerra Nas Estrelas. Uma escolha óbvia para um lateral defensivo. Ao longo de seus 2,30m de muita determinação e rugidos, nenhum atacante que se preze irá ousar dividir a bola com esse belo exemplar de Wookie. (Além dos mais frescos se negarem a encostar em sua vasta e suada pelugem durante a partida).



Lateral Direito: Blanka, do Street Fighter. Único brasileiro nesta farsa ludopédica. Discípulo de Cafu, Guile e Materazzi, aprendeu tudo com estes mestres (principalmente pelo golpe que ele vira uma bola insadecida e desfere uma poderosa cabeçada em seus adversários) e com os mais diferentes animas da selva amazônica.



Zagueiro 1: John Mclane, do Duro de Matar. Subverta para Duro de Passar, ou Sua Canela Ele Vai Quebrar ou Pode Tentar Que Eu Vou Te Arregaçar. Todas possíveis variáveis para obras advindas desse que será o mais canaleiro dos zagueiros. Capaz de dar um tiro no próprio peito para parar o adversário.



Zagueiro 2: Marv, do Sin City. Sem meias palavras, sem inteiras canelas.






Volante: Slot, do Goonies: Bonito como o Amaral, habilidoso como Rincón e viril como Tupãzinho, esse meninão vai dar muito trabalho aos atacantes. Principalmente se trouxerem uma barra de chocolate ou mexerem com seus amigos rechonchudos.




Meia esquerda: Ulysses Everett McGill, do “E aí Meu Irmão, Cadê Você? . Reencarnação de Ulisses/Odisseu (da Odisséia), bezuntado em brilhantina e nascido no meio dos Estados Unidos . Possui a lábia e a esperteza daqueles que brilharam nessa posição, canhotinhos d´ouro como Zico, Napoleão Bonaparte, Charles Chaplin e Mahatma Gandhi.



Meia direita: Jesse Custer, de Preacher. Aspirante a messias, padre, ladrão, assassino, fã de John Wayne, badass mother fucker que usa tapa-olho. Ele é daqueles que fazem a bola correr, tocam de lado, mas vão pra cima quando o jogo ta difícil, dão aquela arrancada de 90 metros, driblam três e metem um balaço no ângulo.


Meio central: Spike Spiegel , do Cowboy Bebop. Além de ser cowboy, lutador de Jeet Kune Do e astronauta, tem a leveza necessária para armar as mais belas jogadas e aplicar os mais desconcertantes dribles. Fumante com fôlego de gazela, e olhos cansados de um bom lutador, é o maestro do time, mas poderia sumir ocasionalmente devido algum rabo de saia.



Atacante: Jesse James, do velho Oeste. Pontaria certeira, elegância e capacidade de cavalgar como o vento , esses são os requisitos para um atacante classudo. Prefiro o Jesse James do O Assassinato de Jesse James, solitário e taciturno.




Centroavante: Derek Zoolander, de Zoolander. Além de lindo, suas poses auspiciosas e charme inigualável podem paralisar os desavisados defensores. Sua obra-prima, a Magnum, já deu muitas vitórias ao time, que sempre comemora com deliciosas rodadas de Orange Mocha Frappuccino.



Técnico: Steve Zissou, da "Vida Marinha com Steve Zissou". Experiente, competente e envolvente.

Personagens como Hector Bonilha, Stalonne Cobra, ou o Tio Ted (do Fantástico Mundo de Bobby) serão mais que bem vindos. Ou seja, o critério de escolha dos seus craques vai única que exclusivamente do seu bom senso e referências da sua infância sofrida, passada lá no interior de Alagoas.

Quero ver quem é o bom de ganhar esse campeonato, que ficará conhecido como a UéFa! Champions Extraordinária Liga.

E só pra fazer uma graça, nossa trilha sonora oficial seria: “I Am A Man Of Constant Sorrow”, do filme “E aí Meu Irmão, Cadê Você?”, dos gênios Cohen. (escuta no Deezer).

E os escolhidos para continuar a peleja ela internet são:

Eric, do Cegos, Surdos e Loucos;
A Mina, do
PutzCaramba!;
A Tayra,
De repente, não mais que de repente;
A Gabi, da
Casa dela;
E o Renato, do O Santo Líquido.