
10 Tulipa Ruiz, “Efêmera
Uma marola de frescor entre as novas musas da MPB (?) que andam de pé descalço e frequentam a Vila Madalena - se bem que ela provavelmente frequenta a Vila Madalena descalça, mas enfim - Tulipa Ruiz soa como algo diferente. Ela é uma das poucas paulistanas que derrubam minha teoria de que a nova geração paulistana não sabe (ou é muito pretensiosa para aprender à) cantar.

9 Daft Punk, “Tron Legacy”
Apesar de algumas músicas que poderiam ter sido feitas por qualquer compositor megalomaníaco da Disney, essas foram feitas pelo Daft. Não é o melhor álbum deles, mas acho que nenhum crossover músicaXcinema fez tanto sentido quanto esse.

8 Cee Lo Green, “The Lady Killer”
Preferia quando ele se apoiava na própria loucura, mas esse pulo pro pop rasgado ficou fácil e ainda complexo. Música pra toda família.

7 Sleigh Bells, “Treats”
Pancadão limpo. Direciona a histeria pra um ponto comum. É bem pouco original por parecer uma mistureba de muitas coisas, mas soa com vitalidade.

6 Les Savy Fav, “Root for ruin”
É uma das únicas bandas que o termo post hardcore parece fazer sentido. São experientes, mas ainda incomodados. Não investem em pirotecnias, em novas velhas fórmulas, músicas épicas ou parcerias espalhafatosas, mas só no talento e expressividade de cada um dos membros da banda. Nesse álbum eles colocam os dois pés no chão e reafirmam que música boa também pode ser simples, mas nunca simplista.

5 Arcade Fire, “The Suburbs”
Visto como a pedra fundamental da música em 2010, chegando a ter sua importância e qualidade comparadas ao Kid A, do Radiohead. Comparações a parte, esse me parece o álbum que realmente condensou o espírito do ano, apesar dessa afirmação só fazer sentido daqui à algum tempo.

4 Gil Scott-Heron, “I'm New Here”
O único maldito que ainda vale a pena ser ouvido. Fico feliz por ter conhecido Gil Scott-Heron por esse álbum, entender o que ele representou e o que ele representa hoje, por sua própria voz.

3 The Black Keys, “Brothers”
Garageira de boutique, mas ainda assim honesta. Um bom rebento do blues que mostra algumas variações incomuns que o gênero e seus sub-gêneros podem alcançar.

2 Gorillaz, “Plastic Beach”
Apelando pros mais variados convidados, representa o que o Spirit of the Apollo (do N.A.S.A.) foi em 2009 - gente nova, gente velha, gente talentosa fazendo misturando geral. Damon Albarn sabe com quem falar. Lou Reed, Mos Def e companhia que o digam.

1 LCD Soundsystem, “This Is Happening”
O mais divertido, rabugento, espirituoso e irônico do ano. É uma contradição incrível. Aqui uma resenha do Alexandre Matias que contextualiza o álbum e deixa ele ainda melhor.
E ainda esperando por um novo do Macaco Bong.







